V. 3 – Conforme mencionado, ao enviar palavras de
encorajamento a Timóteo, o Espírito de Deus, que inspirou a escrita desta
carta, leva Paulo a enfatizar determinadas qualidades que serão necessárias no
servo do Senhor em um tempo de ruína. A primeira coisa que ele menciona é uma “consciência pura”. É absolutamente
necessário que mantenhamos uma boa consciência diante de Deus o tempo todo;
nunca seremos capazes de seguir em frente sem isso.
Ter uma “consciência
pura” não significa que uma pessoa nunca falha, mas que ela julga a si
mesma quando falha, para que mantenha comunhão com o Senhor. É significativo
que Paulo associe uma consciência pura com a oração, afirmando, “de que sem cessar faço memória de ti nas
minhas orações noite e dia”. Veja também Hebreus 13:18.
Uma boa consciência é muito importante na vida do servo do Senhor.
Talvez seja por isso que o apóstolo mencione isso primeiro. Se permitimos que qualquer
coisa em nossa consciência permaneça sem ser julgada, isso terá um efeito direto
em nossa vida de oração. Não teremos ousadia para entrar na presença de Deus e,
como consequência, nossas orações irão diminuir. Nem teremos ousadia para
confessar a Cristo diante dos homens. Se o servo do Senhor pretende lutar por
Ele contra a onda de
mal que entrou na profissão Cristã, ele precisa ser cuidadoso para ter ele
mesmo uma “consciência pura”. Portanto,
se tivermos feito algo que seja inconsistente com o nome do Senhor, devemos
julgar isso imediatamente. Por outro lado, uma “consciência pura” não significa que entendemos e andamos em toda a
verdade, mas que buscamos viver de acordo com a luz que temos em relação à
verdade. Assim, podemos com boa consciência estar diante de Deus e dos homens.
Paulo cita como exemplo o seu próprio caso. Mesmo quando ele era bastante
ignorante a respeito da revelação celestial da verdade no evangelho, ele agiu
de acordo com a luz que tinha. Mesmo quando fazia parte da religião judaica,
procurou manter uma boa consciência ao não permitir a si mesmo violar qualquer
lei conhecida (At 23:1, 24:16; Fp 3:6). No entanto, a consciência de Paulo não
estava à luz da revelação celestial do Cristianismo e ele inclusive aprovou a
maldosa perseguição à Igreja. Ele não justifica seus erros aqui, mas
menciona-os para mostrar que agiu com boa consciência naquilo que fez e,
portanto, não era culpado de desonestidade deliberada. O propósito dele é que o
servo do Senhor ande na luz que tem com toda boa consciência. Isso também
mostra que a consciência não é um guia suficiente para a alma; também devemos
ter a luz da verdade de Deus.
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